ONU classifica situação no sul das Filipinas como crise humanitária

Membro das Forças Armadas das Filipinas (AFP) em um posto de fiscalização nas ruas de Cotabato. Foto: IRIN/Guy Oliver

Membro das Forças Armadas das Filipinas (AFP) em um posto de fiscalização nas ruas de Cotabato. Foto: IRIN/Guy Oliver

A situação na cidade de Zamboanga, no sul das Filipinas, se tornou uma crise humanitária, disseram as Nações Unidas nesta quarta-feira (25) ao pedir apoio às vítimas da recente onda de violência no país.

“Estamos cada vez mais alarmados com a situação e as necessidades crescentes das pessoas que convivem com a violência”, disse a coordenadora humanitária da ONU nas Filipinas, Luiza Carvalho.

No início deste mês, confrontos armados irromperam entre as forças governamentais e os atores não-estatais na cidade de Zamboanga, deixando pelo menos 132 pessoas mortas.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que 158 mil pessoas foram afetadas pela violência, mais de 10 mil casas foram destruídas, mais de 109 mil pessoas estão desalojadas em Zamboanga e quase 19 mil estão deslocadas na província de Basilan.

Carvalho expressou preocupação com a situação dos deslocados, muitos dos quais lutam para sobreviver.

Cerca de 70 mil pessoas estão alojadas no principal complexo esportivo de Zamboanga, em condições de superlotação e instalações sanitárias insuficientes.

O OCHA advertiu que há um risco real de um surto de doenças e uma demanda urgente de alimentos, água potável, serviços de saúde, utensílios de cozinha, barracas e outras necessidades.

A funcionária da ONU reiterou o compromisso do OCHA com a resposta humanitária local, bem como seu apoio aos esforços do governo para responder e prestar assistência aos civis.


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