Em reunião na FIESP, adolescentes pedem que empresas garantam direitos da infância

Sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Foto: Arte Fora do Museu/Wikimedia Commons (CC)

Sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Foto: Arte Fora do Museu/Wikimedia Commons (CC)

Duas adolescentes da zona leste de São Paulo preparam-se para quebrar a rotina de uma das mais importantes reuniões que acontecem no décimo quarto andar da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) nesta quarta-feira (22).

Kaylane Oliveira, de 15 anos, e Andressa Santos Monteiro, de 14, assumirão o lugar do presidente Paulo Skaf para conversar com cerca de 30 integrantes do Conselho Superior Estratégico da FIESP sobre a importância das empresas na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

“Vai ser um momento incrível, porque geralmente os adultos têm medo de ouvir os jovens. Eles sempre acham que pode sair alguma besteira. Mas a gente tem muito a dizer, e pode ajudar a melhorar as coisas”, disse Kaylane.

A atividade faz parte das celebrações do Dia Mundial da Criança, comemorado em 20 de novembro em todo o mundo, e que no Brasil estende-se por toda a semana.

Batizada no Brasil de #CriançasNoControle, a iniciativa soma-se à estratégia global do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que acontece em vários países e envolve artistas, políticos, atletas, entre outras personalidades, e tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a importância da participação de crianças e adolescentes nas decisões que afetam sua vida.

Em São Paulo, as adolescentes se somarão a outros meninos e meninas e terão a oportunidade de debater sobre os direitos da infância e adolescência com o prefeito João Doria e os secretários municipais de Direitos Humanos, Assistência Social, Saúde e Educação, na quinta-feira (23).

“Serão dias divertidos, de crianças e adolescentes para crianças e adolescente, mas com um propósito bastante sério. São dias que marcam a importância de dar voz a meninos e meninas e garantir que eles sejam protagonistas nas decisões que afetam a sua vida”, explicou Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

O grupo de adolescentes que participa das atividades em São Paulo é atendido pelo serviço de proteção básica da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, por meio de convênio com a Obra Social Dom Bosco.

Sobre o Dia Mundial da Criança

Em 1954, a ONU escolheu 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança das Nações Unidas, em um esforço para colocar luz sobre os problemas enfrentados por meninas e meninos em diferentes partes do mundo.

Exatamente 35 anos depois, no dia 20 de novembro de 1989, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Convenção sobre os Direitos da Criança, que se tornou o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado na história mundial.

A Convenção tem sido um instrumento fundamental para colocar as crianças – e a garantia de seus direitos – no centro da agenda global de direitos humanos e das pautas de desenvolvimento nacionais.

A partir de 2017, o UNICEF quer fortalecer o dia 20 de novembro, criando um momento único “para crianças, feito por crianças”.

A proposta é aproveitar a data para aumentar a consciência global sobre os desafios da infância e dar a todas as crianças do mundo a oportunidade de se expressar – falar sobre suas preocupações e expor suas ideias, como agentes de mudança, mobilizando novos apoiadores para a causa da infância e para o trabalho do UNICEF no mundo.