Chefe da ONU elogia redução do arsenal nuclear de Rússia e EUA; pede mais cortes

Teste nuclear conduzido pelos Estados Unidos em 18 de abril de 1953, no complexo de Nevada. Foto: Governo dos Estados Unidos

Teste nuclear conduzido pelos Estados Unidos em 18 de abril de 1953, no complexo de Nevada. Foto: Governo dos Estados Unidos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cumprimentou nesta segunda-feira (5) os Estados Unidos e a Rússia por reduzirem de maneira bem sucedida suas forças nucleares estratégicas ao nível requerido por um novo tratado bilateral assinado em 2010, chamando os dois países a se engajarem no diálogo necessário para mais reduções desse arsenal.

“O secretário-geral enfatiza que em um momento em que as ansiedades globais sobre as armas nucleares são mais altas do que nunca desde a Guerra Fria, os esforços para o desarmamento, a não proliferação e o controle de armas são mais vitais do que nunca”, disse Guterres, segundo comunicado emitido por seu porta-voz Stéphane Dujarric.

“Essas medidas podem ter um papel significativo para a construção da confiança e da segurança, e para a prevenção, mitigação e resolução de conflitos”, disse o comunicado.

Conhecido como “New START”, o Tratado para Medidas de Maior Redução e Limitação das Armas Estratégicas Ofensivas reduz a mobilização de armas nucleares para 700 veículos e 1.550 ogivas. É parte de uma série de acordos bilaterais de controle de armas nucleares entre os dois países que “reduziram significativamente os perigos representados pelas armas nucleares e são passos rumo à aspiração comum de um mundo livre de armas nucleares”, disse o comunicado.

Guterres pediu que as duas nações “se engajem no diálogo necessário que levará a mais reduções de arsenal” e que “continuem a mostrar histórica liderança na agenda de desarmamento multilateral que se mostrou tão valiosa para nossa segurança coletiva”.

O tratado foi assinado em Praga em 8 de abril de 2010 e entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011.