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Chefe da ONU condena ataques em Mogadíscio e reitera apoio na luta contra o terrorismo

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou fortemente neste sábado (24) os ataques de 23 de fevereiro em Mogadíscio, capital da Somália. Pelo menos 38 pessoas foram assassinadas e muitas outras feridas.

Em um comunicado, Guterres enviou suas “profundas condolências às famílias das vítimas e ao povo e ao governo da Somália, e elogiou a resposta das forças de segurança somali e da AMISOM”, a Missão da União Africana na Somália.

O secretário-geral também reiterou “o pleno apoio das Nações Unidas às autoridades somalis na luta contra o terrorismo e a busca por uma Somália pacífica e estável”.

Em parceria com a ONU, Reino Unido já recebeu 10,5 mil refugiados em quatro anos

O refugiado sírio Mohammed com seus novos amigos na escola primária de Widden, em Gloucester. A escola apoia sete famílias de refugiados, incluindo 12 crianças. Foto: ACNUR/William Davies

O refugiado sírio Mohammed com seus novos amigos na escola primária de Widden, em Gloucester. A escola apoia sete famílias de refugiados, incluindo 12 crianças. Foto: ACNUR/William Davies

O governo britânico divulgou na quinta-feira (22) o número de refugiados que reassentou num programa com a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Ao todo foram acolhidas 10.538 pessoas desde que o programa teve início – em janeiro de 2014 –, numa promessa de abrigar 20 mil refugiados até 2020.

O Sistema de Reassentamento de Pessoas Vulneráveis (VPRS, na sigla em inglês) é um dos maiores programas de reassentamentos já promovidos no país. Os números atuais representam um aumento de 19% se comparado a 2016.

O governo britânico informou que pretende reassentar até 3 mil crianças e suas famílias que enfrentam riscos no Oriente Médio ou no Norte da África.

Desde 2010, o Reino Unido já acolheu 28 mil crianças refugiadas.

A secretária do Interior britânica, Amber Rudd, visitou um acampamento de refugiados no Líbano, onde se reuniu com famílias que fugiram da Síria. Ele te reuniões com especialistas do ACNUR que atuam no local.

Rudd disse que o Reino Unido se orgulha de poder receber as pessoas que fogem da guerra. Segundo ela, mais refugiados devem chegar todos os meses.

O representante do ACNUR no Reino Unido, Gonzalo Vargas Llosa, elogiou o governo britânico por conseguir num curto período de tempo montar a estrutura para receber os refugiados. Ele destacou a colaboração entre o governo, as autoridades locais e outros envolvidos.

A OIM está ajudando com orientação cultural, exames de saúde e a viagem dos refugiados para o Reino Unido. O país é o segundo maior doador para ações de assistência humanitária e já prometeu o equivalente a quase US$ 3,5 bilhões em ajuda para a Síria e os países vizinhos.

Conflito no Afeganistão deixou 10,4 mil mortos e feridos em 2017, diz relatório da ONU

Foto: UNAMA

Foto: UNAMA

Mais de 10,4 mil pessoas morreram ou ficaram feridas em 2017 no Afeganistão, de acordo com o último relatório da Missão de Assistência da ONU no país (UNAMA), documentando o impacto do conflito armado na vida de civis.

“O custo humano dessa horrenda guerra — em termos de perdas de vida, destruição e imenso sofrimento — é muito alto”, disse o representante especial do secretário-geral para o Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, durante o lançamento do relatório em Cabul no domingo (25).

De acordo com o relatório, 3.438 civis morreram e 7.015 ficaram feridos por conta do conflito em 2017, de acordo com dados registrados pela UNAMA e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Costa do Marfim lança plano para acabar com a desnutrição

Mulheres preparam inhame para vender em Assouba, na área rural da Costa do Marfim. Foto: ONU / Patricia Esteve

Mulheres preparam inhame para vender em Assouba, na área rural da Costa do Marfim. Foto: ONU/Patricia Esteve

O governo da Costa do Marfim lançou neste mês (12) o plano nacional Fome Zero, para pôr fim à insegurança alimentar na nação africana até 2025. No país, 12,8% da população ainda vive sem saber se terá quantidades suficientes de comida à mesa. Elaborada com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a estratégia das autoridades marfinenses investirá na oferta de refeições nas escolas e no fortalecimento do setor agrícola.

Atualmente, o poder público já conta com o apoio do PMA, agência das Nações Unidas que fornece merenda diariamente para 571 mil estudantes marfinenses de nível primário. O governo quer criar uma cantina para cada escola e conectar agricultores familiares à administração das instituições, para transformar os pequenos produtores em fornecedores dos colégios.

Segundo o vice-presidente da Costa do Marfim, Daniel Kablan Duncan, o novo plano Fome Zero “é uma estratégia que inclui todas as políticas nacionais e que deve ser usado como uma bússola para orientar a implementação efetiva e eficiente de todas as iniciativas governamentais que visam promover um crescimento sustentável e inclusivo”.

Em dezembro passado, o dirigente liderou uma missão de estudos ao Brasil para conhecer iniciativas brasileiras de combate à fome e de fomento ao desenvolvimento rural. A visita foi organizada em parceria com o Centro de Excelência contra a Fome, vinculado ao PMA.

A nova estratégia das autoridades marfinenses foi elaborada com o apoio do PMA. O documento aponta para desafios como falta de financiamento, problemas de coordenação e lacunas no monitoramento das iniciativas implementadas. Outros agravantes são as mudanças climáticas e falhas na prestação de serviços de nutrição e proteção social.

Para superar esses obstáculos à erradicação da fome, o plano recomenda investimentos em infraestrutura e no acesso à água, além de incentivos para compras públicas de alimentos produzidos localmente. Na avaliação do marco nacional, é preciso ampliar e promover as cadeias de valor da agricultura marfinense.

Conferência regional da FAO discutirá obesidade e pobreza rural na América Latina

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região da América Latina e do Caribe, segundo a FAO. Foto: EBC

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região da América Latina e do Caribe, segundo a FAO. Foto: EBC

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realiza de 5 a 8 de março sua 35ª conferência regional em Montego Bay, na Jamaica, com o objetivo de discutir temas prioritários para a América Latina e o Caribe, como a erradicação da fome, o excesso de peso e a obesidade, o combate à pobreza rural e o impulso à agricultura sustentável resiliente às mudanças climáticas.

O evento será precedido de uma reunião nacional intersetorial com atores estratégicos governamentais e não governamentais que ocorrerá na terça-feira (27) em Brasília no escritório da FAO no país.

O diálogo nacional tem o objetivo de informar os parceiros estratégicos sobre os preparativos e os resultados esperados na conferência, comunicar e consultar os parceiros sobre o Plano de Trabalho da FAO para o biênio 2018-2019 no âmbito regional e nacional e promover um espaço de diálogo entre os diversos atores.

Participarão do diálogo nacional representantes dos governos das áreas de agricultura, desenvolvimento agrícola, saúde, desenvolvimento social, proteção social, educação, meio ambiente, planejamento, finanças; além de representantes de institutos de terra, setor privado, associações ou organizações da sociedade civil (movimentos sociais, cooperativas, organizações de produtores entre outros).

A 35º Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe é um fórum oficial no qual os ministros da Agricultura e as autoridades dos Estados-membros da região estarão reunidos para debater os desafios e questões prioritárias. A expectativa é de que 33 países-membros da FAO estejam presentes na reunião, que também definirá as áreas prioritárias de trabalho para cada biênio.

Obesidade

Um dos temas da agenda da conferência é a obesidade, que se tornou uma epidemia na região. De acordo com uma estimativa feita pelo Escritório Regional da FAO para América Latina e o Caribe, em 26 países, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano, em comparação com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos. No Brasil, em 2015, foram registradas 116.976 mortes devido às doenças causadas pela obesidade.

Paralelamente, a erradicação da fome segue como um importante desafio regional. São mais de 42 milhões de pessoas nessa situação nos países da América Latina e do Caribe.

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região e, inclusive, foram vistos aumentos em alguns países. Mais de 40% da população rural é pobre e mais de 20% não consegue sequer comprar uma cesta básica de alimentos.

A migração e as mudanças climáticas que ameaçam a agricultura e as populações rurais que vivem em extrema pobreza são outros tópicos prioritários da agenda.

A região da América Latina e Caribe é o principal contribuinte de alimentos no mundo. Mas a expansão agrícola da região também tem gerado consequências socioambientais negativas, como poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com a FAO, a região deve expandir sua produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando seus sistemas de produção às novas condições climáticas.

Prêmio apoiado pela ONU reconhece avanços na conservação da biodiversidade

Mico-leão-dourado na Reserva Biológia Poço das Antas, no Rio de Janeiro. Foto: Flickr (CC)/Bart van Dorp

Mico-leão-dourado na Reserva Biológia Poço das Antas, no Rio de Janeiro. Espécie é considerada em perigo pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Foto: Flickr (CC)/Bart van Dorp

Até 15 de junho, a ONU e a Fundação Ambiental AEON recebem inscrições para uma premiação que reconhecerá avanços na conservação e uso sustentável da biodiversidade. O prêmio Midori seleciona a cada dois anos cidadãos, governos, organizações internacionais, pesquisadores e empresas que trabalham pela preservação da riqueza natural do planeta. Iniciativa celebra conquistas excepcionais nas áreas de ciência, políticas, conscientização pública e ação prática.

Para concorrer, candidatos devem satisfazer pelo menos um dos três critérios: ter alcançado avanços que contribuíram consideravelmente para a proteção e gestão sustentável da biodiversidade; ter potencial para influenciar atividades futuras relacionadas à conservação e ao uso responsável da variedade de espécies do meio ambiente; ou ter conduzido iniciativas com impactos em diferentes partes do planeta.

As realizações dos inscritos serão avaliadas com base em suas contribuições internacionais, sociais e na área de conservação e uso sustentável da biodiversidade; perspectivas a longo prazo e continuidade; criatividade e originalidade; abertura para a sociedade civil; eficácia e influência.

O Secretariado da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, vinculado à ONU Meio Ambiente, é responsável pela co-organização da premiação, que também conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente do Japão.

É possível indicar candidatos ao prêmio por meio do site da Fundação Ambiental AEON. Saiba como clicando aqui.

Um comitê de seleção fará uma primeira triagem dos inscritos, que serão avaliados posteriormente por um júri.

O painel de jurados é composto por Cristiana Pașca Palmer, chefe do Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica; Kunio Iwatsuki, professor emérito da Universidade de Tóquio; Daizaburo Kuroda, membro sênior do Instituto para Estratégias Ambientais Globais; Anne McDonald, professora da Escola de Pós-Graduação de Estudos Ambientais Globais da Universidade de Sophia; Shiro Wakui, professor do Departamento de Estudos Ambientais e de Informação da Universidade da Cidade de Tóquio e vice-presidente do comitê japonês para a Década da ONU sobre Biodiversidade; e Hamdallah Zedan, presidente do Comitê Preparatório para a 14ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica.

Saiba mais sobre o prêmio Midori clicando aqui (em inglês).

Especialistas da ONU vão ao MT discutir formas de melhorar infraestrutura do estado

Vista aérea de Cuiabá, no Mato Grosso. Foto: EBC

Vista aérea de Cuiabá, no Mato Grosso. Foto: EBC

Especialistas do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) estarão em Cuiabá até 6 de março para atividades em parceria com a secretarias de Infraestrutura e Logística (SINFRA) e de Educação, Esporte e Lazer (SEDUC) do Mato Grosso com o objetivo de discutir e dar recomendações sobre como melhorar a infraestrutura do estado, especialmente na área de transporte e educação.

As ações estão relacionadas ao Diagnóstico das Capacidade de Infraestrutura (CAT-I), uma ferramenta desenvolvida pelo UNOPS em parceria com a Universidade de Oxford com o objetivo de ajudar países, estados ou cidades a aperfeiçoar e aumentar suas capacidades na área de infraestrutura. A iniciativa reúne profissionais vindos da principal sede do UNOPS, na Dinamarca, de sua regional, no Panamá, e do escritório nacional, em Brasília.

Na SINFRA, a equipe apresentará os resultados das análises realizadas nesta secretaria e fará recomendações sobre como melhorar os gargalos e aproveitar as oportunidades existentes, principalmente nas áreas de rodovias e aeroportos estaduais. Já na SEDUC, na qual as ações ainda estão em fase inicial, serão realizadas entrevistas com autoridades, parceiros e usuários para mapear a situação da infraestrutura na área de educação.

Inicialmente, o CAT-I será implantado SINFRA e SEDUC de Mato Grosso, mas poderá envolver outros órgãos do estado, com o apoio da sociedade de economia mista MT Participações e Projetos (MT PAR). O objetivo é melhorar o planejamento, execução e gerenciamento da infraestrutura de forma sistêmica e integrada.

O UNOPS contribui com o governo do Mato Grosso por meio de transferência de conhecimento e apoio técnico. Além do Brasil, o escritório da ONU também está desenvolvendo o CAT-I como piloto na Sérvia e no Nepal.

UNOPS

O UNOPS é o recurso central das Nações Unidas para a gestão de aquisições e de contratos, assim como para obras públicas e desenvolvimento de infraestrutura física, incluindo atividades relacionadas ao fomento da capacidade dos organismos.

No mundo, apoia outras agências do Sistema ONU, governos, organismos multilaterais e outros parceiros na execução de projetos humanitários, de desenvolvimento e de consolidação da paz. Sua missão é contribuir para que as pessoas tenham melhores condições de vida e os países a alcancem um desenvolvimento sustentável.

No Brasil, por meio de convênios de cooperação técnica, o escritório apoia os governos em diferentes áreas, transferindo conhecimentos com o apoio dos melhores especialistas nacionais e internacionais. Assim, colabora para que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficiente e transparente e que os projetos sejam geridos com um enfoque em sustentabilidade.

Em Dia Mundial da Água, ONU defende soluções para problemas hídricos baseadas na natureza

Comunidade ribeirinha em Madagascar. Foto: Flickr (CC)/Rod Waddington

Comunidade ribeirinha em Madagascar. Foto: Flickr (CC)/Rod Waddington

Lembrado anualmente pela ONU em 22 de março, o Dia Mundial da Água terá como tema, em 2018, o uso de soluções baseadas no meio ambiente para resolver problemas de gestão dos recursos hídricos. Com a campanha “A resposta está na natureza”, as Nações Unidas abordarão como estratégias de preservação e restauração ambiental podem proteger o ciclo da água e melhorar a qualidade de vida da população.

Atualmente, 1,8 bilhão de pessoas consomem água de fontes que não são protegidas contra a contaminação por fezes humanas. Mais de 80% das águas residuais geradas por atividades do homem — incluindo o esgoto caseiro — são despejadas no meio ambiente sem ser tratadas ou reutilizadas. Até 2050, a população global terá aumentado em 2 bilhões de indivíduos, e a demanda por água poderá crescer até 30%.

A agricultura é responsável por 70% do consumo de recursos hídricos — a maior parte vai para a irrigação das plantações. A participação do setor agrícola aumenta em áreas com maior densidade populacional e falta d’água. O campo é seguido pela indústria, que responde por 20% da água utilizada em atividades humanas. O uso doméstico representa apenas 10% do consumo total, e a proporção de água potável que é bebida pela população equivale a menos de 1%.

Com as transformações do clima e a manutenção de padrões insustentáveis de produção, a poluição e a desigualdade na distribuição vão se agravar, bem como os desastres associados à gestão da água.

Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. A quantidade de pessoas em zonas de risco para enchentes também aumentará, passando do atual 1,2 bilhão para 1,6 bilhão, o que representará 20% da população mundial em 2050. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas já são afetadas pela degradação da terra e pelo fenômeno conhecido como desertificação.

Anualmente, a erosão do solo desloca de 25 bilhões a 40 bilhões de toneladas de camadas vegetais — o que reduz de forma significativa a produção das safras e a capacidade da terra de regular quantidades de água, carbono e nutrientes. Os rejeitos escoados do solo erodido, contendo nitrogênio e fósforo, são um dos principais poluentes dos recursos hídricos.

Soluções baseadas na natureza

Para reverter esse cenário, a ONU celebra o Dia Mundial da Água com o tema “A natureza pela água”, um chamado em prol de soluções para questões hídricas baseadas na natureza. Mas o que são essas estratégias? São iniciativas que focam na gestão de recursos ambientais, como vegetações, solos, mangues, pântanos, rios e lagos, utilizados por suas capacidades naturais para o armazenamento e limpeza da água.

A proteção e expansão de zonas pantanosas, bem como a reposição de reservatórios hídricos subterrâneos são duas possibilidades para garantir estoques de água limpa, que são mantidos pelo próprio meio ambiente, com custo menor do que represas construídas pelo homem.

A poluição gerada pela agricultura pode ser reduzida com metodologias de conservação que evitam a erosão do solo por meio da diversificação das culturas. Outra medida é a criação de corredores de proteção vegetal ao longo de cursos d’água, com o replantio de árvores e arbustos nativos nas margens de rios — o que também pode amortecer o impacto de enchentes em comunidades ribeirinhas. Para contornar cheias, a ONU também recomenda reconectar rios a planícies de inundação, a fim de facilitar o escoamento natural da água.

Essas soluções baseadas na natureza criam a chamada “infraestrutura verde”, que são sistemas naturais ou seminaturais capazes de oferecer os mesmos benefícios que a “infraestrutura cinza”, fabricada pelo ser humano.

Programas hídricos inspirados no meio ambiente podem trazer outras vantagens, além de melhorias na gestão da água. Mangues e pântanos criados para a filtragem de águas residuais fornecem biomassa para a produção de energia, ampliam a biodiversidade das comunidades e criam espaços de lazer, gerando mais empregos.

As atividades em comemoração ao Dia Mundial da Água são lideradas pela UNESCO e seu Programa Mundial de Avaliação da Água; pela Organização Internacional do Trabalho (OIT); pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); pela Universidade das Nações Unidas; pela WWF; pelo Conselho Mundial da Água; pelo Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica; pela ONU Meio Ambiente; pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN); pela WaterLex; e pela ONU Água, um organismo de aconselhamento técnico com mais de 30 departamentos, agências e secretariados de convenções das Nações Unidas que atuam na área de água e saneamento.

Saiba mais sobre as celebrações e sobre o tema da data em 2018 clicando aqui.

Saiba mais sobre soluções baseadas na natureza clicando aqui.

Secretário-geral da ONU pede implementação imediata de cessar-fogo na Síria

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (26) que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança no sábado (24) sobre um cessar de hostilidades de 30 dias na Síria seja implementada imediatamente para garantir a entrega de ajuda humanitária, especialmente em Ghouta Oriental. As declarações foram feitas durante a abertura da 37ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

“Elogio a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução exigindo o cessar de hostilidades por toda a Síria por ao menos 30 dias. Mas as resoluções do Conselho de Segurança só são significativas se forem efetivamente implementadas”, disse Guterres.

“É por isso que espero que a resolução seja imediatamente implementada e sustentada, particularmente para garantir a entrega imediata, segura, desimpedida e sustentada de ajuda e serviços humanitários, a retirada dos civis feridos e doentes e a diminuição do sofrimento do povo sírio”, completou.

Guterres disse que as Nações Unidas estão prontas para fazer sua parte e atentou para a situação especialmente grave de Ghouta Oriental. “Já é hora de parar esse inferno na Terra”, disse.

“Lembro todas as partes sobre sua obrigação absoluta perante a lei humanitária internacional e de direitos humanos de proteger civis e infraestruturas civis em todos os momentos. E, da mesma forma, os esforços para combater o terrorismo não substituem essas obrigações”, declarou Guterres.

Em comunicado, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, também elogiou nesta sexta-feira (26), em Genebra, a aprovação da resolução pelo Conselho de Segurança.

“Insistimos em sua total implementação sem atrasos. No entanto, temos razões para permanecermos cautelosos, enquanto ataques aéreos em Ghouta Oriental continuaram nesta manhã”, declarou.

Cessar-fogo de 30 dias

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou de forma unânime no sábado (24) um cessar-fogo de 30 dias na Síria, e exigiu o fim imediato do cerco a enclaves devastados pela guerra como Ghouta Oriental, onde cerca de 400 mil pessoas estão vivendo o “inferno na Terra”, segundo afirmou Guterres na semana passada.

Além de um cessar-fogo nacional de 30 dias, a resolução exigiu o envio semanal de comboios humanitários, retiradas de civis feridos ou doentes e o fim imediato dos cercos, particularmente em Ghouta Oriental.

A resolução afirmou que o cessar de hostilidades não se aplica a operações militares contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (também conhecido como ISIL/Da’esh), Al-Qaeda e Frente Al Nusra.

Antes da votação, o embaixador sueco Olof Skoog, que ajudou a desenhar a resolução com o Kuwait, chamou a medida de “uma tentativa resoluta e urgente de agir”, afirmando contar com “cada um de vocês para fazer a coisa certa”, acrescentando que os comboios humanitários estão prontos para serem enviados.

Na sexta-feira (23), oficiais das Nações Unidas pediram mais apoio aos refugiados sírios, assim como às comunidades que os abrigam, em meio ao aumento da violência no país.

“Estamos profundamente abalados e perturbados pela brutalidade e pelo absoluto desrespeito pelas vidas civis que estamos testemunhando em Ghouta Oriental e em outras partes da Síria hoje”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, e o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, em comunicado conjunto.

“Mais do que nunca, é necessário sustentar e reforçar o apoio internacional aos países e comunidades vizinhas que abrigam cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Eles continuam a oferecer um importante serviço à humanidade em um momento em que, dentro da Síria, a desumanidade parece prevalecer”, afirmaram.

De acordo com a ONU, aproximadamente sete anos de conflito na Síria deslocaram metade da população do país, incluindo 6,1 milhões de pessoas internamente deslocadas e 5,5 milhões de sírios que vivem como refugiados na região.

Executivos e autoridades participam de evento no Chile sobre igualdade de gênero nas empresas

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, segundo informe do Instituto Global McKinsey.. Foto: PNUD

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, segundo informe do Instituto Global McKinsey.. Foto: PNUD

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, e poderia adicionar cerca de 28 bilhões de dólares para a economia mundial até 2025, segundo informe do Instituto Global McKinsey.

Para fomentar ações concretas de empresas públicas e privadas voltadas a impulsionar a igualdade de gênero, mais de 400 executivos, líderes governamentais e especialistas em gênero, trabalho e desenvolvimento se reunirão em Santiago, no Chile, para o IV Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero, em 27 e 28 de fevereiro.

A iniciativa do governo chileno e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres, exigirá compromissos tangíveis, como eliminar as disparidades de gênero, aumentar o número de mulheres em cargos de tomada de decisão, melhorar o equilíbrio entre a vida no trabalho e a pessoal, erradicar os casos de assédio sexual no local de trabalho e aumentar a participação de mulheres nas indústrias não tradicionais.

Os jornalistas estão convidados a participar da sessão completa de dois dias e da entrevista coletiva.

IV Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero
27 e 28 de fevereiro
Crowne Plaza, Santiago, Chile (Clique aqui para registro de imprensa).
Cerimônia de abertura às 9h (horário de Brasília).

Entrevista coletiva à imprensa

27 de fevereiro, 10h20, Hotel Crowne Plaza Santiago
Av. Libertador Bdo. O’Higgins 136, Santiago
• Claudia Pascual Grau, ministra de Assuntos de Gênero e Igualdade de Gênero do Chile;
• Lenni Montiel, administrador auxiliar adjunto e diretor adjunto do PNUD para a América Latina e para o Caribe.

Para cobrir o evento e marcar entrevistas:

Governo do Chile: Andrea Figueroa – afigueroa@sernam.gob.cl
PNUD Chile: Magdalena Provis, Magdalena.provis@undp.org e Sergio García Sergio.garcia@undp.org | Nova Iorque: Carolina Azevedo, Carolina.azevedo@undp.org (no Chile de 26 a 28 de fevereiro)