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Pacto Global lança publicações para empresas brasileiras cumprir metas da ONU e combater corrupção

Da esquerda para a direita: Javier Cortés, Tim Mohin e Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, durante o lançamento do documento “Estratégia ODS nas Empresas: Soluções e Oportunidades”. Foto: Fellipe Abreu

Da esquerda para a direita: Javier Cortés, Tim Mohin e Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, durante o lançamento do documento “Estratégia ODS nas Empresas: Soluções e Oportunidades”. Foto: Fellipe Abreu

Em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global lançou nesta semana (16) um guia para orientar empresas a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em fórum que reuniu cerca de 400 representantes do setor privado, iniciativa também divulgou publicações sobre combate à corrupção e sobre o engajamento do setor elétrico na promoção da sustentabilidade.

“Somos uma das maiores iniciativas de cidadania corporativa no mundo. O Pacto no Brasil começou com a participação de 28 empresas e hoje conta com 751 signatários, a terceira maior rede (nacional)”, afirmou a presidente do Pacto Global, Denise Hills, na abertura do evento. Neste ano, o fórum celebra os 15 anos da aliança nacional de empresas em prol da sustentabilidade.

“As empresas representam uma grande parte da nossa sociedade e, por isso, precisam fazer parte do movimento em busca de uma sociedade melhor para todos, sem que ninguém fique para trás”, completou a executiva.

O manual sobre “Estratégia ODS nas Empresas: Soluções e Oportunidades” foi elaborado pela Rede Brasil do Pacto Global com a consultoria Global Reporting Initiative (GRI). Segundo o analista e CEO da companhia, Tim Mohin, o documento traz “ações muito factíveis, que você consegue realmente se ver fazendo na sua companhia hoje”.

O especialista explicou que “muitas dessas metas haviam sido escritas para nações, e não para empresas”. Mas “as empresas são essenciais para a conquista dos ODS”, ressaltou Mohin.

O chefe da consultoria defendeu ainda que é preciso ir além do “gueto da sustentabilidade”.

“Atingimos um ponto de virada”, afirmou. “Antes, lutávamos com as empresas para que fizessem a coisa certa. Hoje, elas competem entre si para ser a mais verde, a mais responsável. É uma jornada (ainda), mas já chegamos muito longe em muito pouco tempo.”

Também presente, o diretor das Redes Locais Américas do Pacto Global, Javier Cortés, enfatizou que “não podemos ser um clube”. “Temos que divulgar apropriadamente essa agenda, torná-la relevante e visível”, defendeu.

Para o palestrante, as companhias que se alinharem aos ODS estarão em melhor posição para gerar mais lucro em médio e longo prazo.

O fórum contou ainda com o lançamento em português do primeiro documento que atribui estatísticas aos ODS. A publicação foi fruto de mais uma parceria entre o Pacto Global e a GRI, tendo a participação também da PwC. O documento mostra como as empresas podem reportar e monitorar dados referentes a cada um dos objetivos. Acesse o material clicando aqui.

Corrupção

No painel “Combate à corrupção”, foi lançado um guia inédito, feito pelo Pacto Global com o apoio das próprias construtoras envolvidas em casos de corrupção. Publicação visa evitar que situações como estas, vivenciadas recentemente, voltem a ocorrer na construção civil. São apresentados 13 possíveis cenários e, para cada um deles, o guia traz os comportamentos que devem ser seguidos.

Acesse o guia clicando aqui.

Energia sustentável

No fórum, parceiros do Pacto Global também divulgaram um estudo sobre a adesão das empresas elétricas brasileiras aos ODS. Conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pesquisa apontou que 50% das companhias avaliadas ainda não consideram as metas da ONU como referência para a estruturação ou revisão da estratégia e gestão de seus negócios.

Acesse o relatório clicando aqui.

Igualdade de gênero e raça no Brasil

No painel sobre empoderamento feminino, a jornalista e escritora Eliane Brum apresentou um panorama da realidade da mulher brasileira, chamando atenção para casos de violência de gênero.

Também presente, a especialista da ONU Mulheres, Adriana Carvalho, mostrou que o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres. No país, apenas 10% ocupam cargos na política. A representante do organismo das Nações Unidas gerencia a inciativa Princípios de Empoderamento das Mulheres, conhecidos pela sigla em inglês WEPs. Estratégia orienta empresas a combater as desigualdades de gênero dentro de seus quadros de funcionários.

O debate “70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: o papel das empresas” teve a presença da executiva Rachel Maia e da advogada transexual Márcia Rocha, que ressaltaram a invisibilidade da mulher negra nas empresas, principalmente nos cargos executivos.

Assembleia da Juventude na ONU recebe inscrições para sua 22ª edição

O evento promove palestras, workshops e discussões para expor problemas mundiais de desenvolvimento e avaliar ideias e soluções que integram os jovens participantes. Foto: Acervo Pessoal

O evento promove palestras, workshops e discussões para expor problemas mundiais de desenvolvimento e avaliar ideias e soluções que integram os jovens participantes. Foto: Acervo Pessoal

Entre 9 e 13 de agosto, a Friendship Ambassadors Foundation (FAF) realiza a 22ª sessão da Assembleia da Juventude, na sede da ONU, em Nova Iorque. A conferência visa elevar as vozes de jovens do mundo todo em diálogos internacionais sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento promove palestras, workshops e discussões para expor problemas mundiais de desenvolvimento e avaliar ideias e soluções que integram os jovens participantes. Conduzida pela Agenda 2030, a conferência, composta por 1,5 mil pessoas de 112 países, destaca o jovem como o importante agente de mudança em sua comunidade e no mundo.

Com o objetivo de inserir o Brasil na conferência, a embaixadora brasileira da Assembleia da Juventude, Susana Sakamoto, criou o projeto “Jovens na ONU”, incentivando o engajamento de jovens de todas as regiões do Brasil.

Para a edição de agosto, foi criado o “Programa de Bolsas Jovens na ONU”, que oferece apoio financeiro a candidatos que tenham iniciativas sociais de impacto no país.

As inscrições para o processo seletivo de bolsa podem ser realizadas até 25 de maio e as inscrições regulares até 26 de junho.

As instruções estão no site Jovens na ONU e para mais informações, entrar em contato com o e-mail: assessoriajovensnaonu@gmail.com.

Serviço

Youth Assembly – 22ª Assembleia da Juventude
Data: 9 a 13 de agosto de 2018
Local: Nova Iorque, EUA.
Inscrições: www.jovensnaonu.com.br/blog/
Contato para imprensa: assessoriajovensnaonu@gmail.com
Contato Embaixadora: +55 11 955581188
Contato programa de bolsa: bolsa.jovensnaonu@gmail.com
Contato inscrições regulares: selecaojovensnaonu@gmail.com

Uso da força contra manifestantes palestinos em Gaza foi ‘totalmente desproporcional’, diz ONU

Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a deterioração da situação nos territórios palestinos ocupados em 18 de maio em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a deterioração da situação nos territórios palestinos ocupados em 18 de maio em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi encerrada nesta sexta-feira (18) com uma resolução dos Estados-membros para investigar semanas de violência na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, que deixou quase 100 palestinos mortos e milhares de feridos.

O rascunho da resolução pediu que o Conselho “investigue todas as alegadas violações e abusos da lei humanitária internacional e da lei de direitos humanos internacional” nos territórios palestinos ocupados e, particularmente, na Faixa de Gaza, desde 30 de março. A data marcou o início das manifestações na fronteira com Israel, denominadas “Grande Marcha do Retorno”.

A resolução foi adotada por 29 votos a favor, dois contrários e 14 abstenções. A iniciativa se segue a um pedido feito na terça-feira (15) pela Palestina e pelo Grupo de Estados Árabes.

Na véspera, 60 manifestantes em Gaza foram assassinados pelas forças israelenses, no dia mais mortífero no território desde as hostilidades de 2014.

De acordo com o chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, que discursou ao Conselho, 89 palestinos foram assassinados durante os protestos, incluindo 12 crianças, e mais de 12 mil ficaram feridos; 2,5 mil por armas de fogo.

“Os palestinos têm exatamente os mesmos direitos humanos dos israelenses. Eles têm os mesmos direitos a viver de maneira segura em suas casas, em liberdade, com serviços e oportunidades adequados e essenciais”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos.

“E no que se refere a esse núcleo essencial de direitos devidos a todo ser humano, eles estão sendo sistematicamente privados”, continuou Zeid sobre os palestinos em Gaza. “Em essência, eles estão enjaulados em uma favela tóxica do nascimento até a morte; privados de dignidade; desumanizados ao ponto de parecer que as autoridades israelenses nem sequer consideram que esses homens e mulheres têm direitos, ou todas as razões, de protestar”.

Zeid disse que alguns manifestantes jogaram coquetéis Molotov e usaram estilingues para lançar pedras contra soldados israelenses. No entanto, afirmou que isso não justifica o uso de força letal, que pode ser uma violação da lei internacional.

Israel respondeu à sessão especial do Conselho de Direitos Humanos afirmando que a própria convocação da reunião era evidência de motivações políticas e de uma “obsessão anti-israelense”.

A embaixadora Aviva Raz Shechter, representante permanente de Israel na ONU, disse que o grupo militante Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina na Cisjordânia ocupada “incitaram a população à violência”, ao colocar “o máximo de civis possível, incluindo mulheres, crianças e jornalistas, na linha de fogo”.

Sob as regras do Conselho de Direitos Humanos, uma sessão extraordinária só pode ser convocada pelos 47 Estados-membros do órgão; também precisa ter o apoio de ao menos um terço de seus membros. A sessão desta sexta-feira (18) foi a 28ª sessão especial do Conselho.

ONG francesa facilita acesso de migrantes venezuelanos a serviços de telecom em Roraima

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Em uma tarde normal de quinta-feira, uma central telefônica é montada em pleno abrigo de São Vicente, em Boa Vista, Roraima. A notícia rapidamente se espalha entre os moradores e uma longa fila se forma diante de uma importante oportunidade: fazer contato com pessoas queridas que estão na Venezuela.

Essa possibilidade está sendo oferecida pela ONG Télécoms Sans Frontières (TSF), que já opera há mais de 20 anos em todo o mundo, possibilitando que pessoas que foram forçadas a se deslocar e se encontram em necessidade de assistência humanitária possam telefonar gratuitamente para seus parentes, ter acesso a informações dos locais onde estão vivendo e até mesmo conseguir oportunidades de trabalho.

A TSF tem escritórios em França, México e Tailândia, e já realizou missões para diversos países em todo o mundo. A ONG já havia trabalhado na América do Sul após desastres naturais como o terremoto no Peru (2001 e 2007) e no Chile (2010), e as inundações na Venezuela (2002), entre outros, possibilitando que as populações afetadas realizassem chamadas. Em abril, a TSF chegou ao Brasil para oferecer essa assistência aos milhares de venezuelanos que foram forçados a deixar seu país.

No Brasil, estabeleceu uma parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para oferecer serviço diário de telefonia itinerante em cinco abrigos de Boa Vista e no Centro de Referência para Refugiados e Migrantes, localizado na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Buscando oferecer uma maior abrangência para sua operação em Boa Vista, a organização também recebeu apoio do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJM) e da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), instituições que também atuam em Roraima proporcionando assistência aos venezuelanos.

Marta Moretón, especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação da TSF, realizou missão em Boa Vista, onde contou que frequentemente as pessoas que chegam à cidade relatam que, na impossibilidade de se comunicar durante a travessia, muitas vezes ficam cerca de dez dias sem dar notícias a seus familiares. “A maior parte das pessoas que estão nessa situação não tem meios de ligar para suas famílias, o TSF trabalha para suprir essa lacuna tão importante, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade”.

Um outro ponto levantado por ela é que no caso específico dos venezuelanos, diferentemente do que já testemunhou em outros lugares onde trabalhou, muito telefonam para informar que estão enviando dinheiro e alimentos para aqueles que continuam no país. “A experiência aqui mudou nossa percepção. As pessoas não ligam apenas para dizer que estão bem, mas também para avisar que estão enviando algum tipo de ajuda”, revela.

Elaine, de 18 anos, é venezuelana e solicitante de refúgio. Chegou ao Brasil há um mês com seu marido e grávida de 9 meses. Ela deixou a Venezuela devido à situação econômica do país, e atualmente vive no abrigo de São Vicente. “Viemos para o Brasil em busca de um futuro melhor para o nosso filho”, conta ela, que deu à luz Airon dez dias depois de se mudar para o abrigo. “Vamos esperar que o bebê cresça um pouco, pretendemos viajar para outro estado e tentaremos nos estabelecer aqui no Brasil”, planeja.

Ela aproveitou a oportunidade para ligar para sua mãe, saber notícias, amenizar a distância e compartilhar novidades sobre o pequeno Airon. “Ela disse que está bem, e que sente muita saudade”, conta emocionada. Elaine diz que o trabalho da organização francesa é muito importante. “Se conseguirmos falar com nossas famílias pelo menos uma vez por semana, já nos sentimos mais tranquilos”.

A central instalada no Centro de Referência para Refugiados e Migrantes foi muito bem recebida e tem atraído um grande público. Lá, o TSF atende cerca de 150 pessoas por dia em quatro estações telefônicas.

Marta conta que, recentemente, Jéssica, uma jovem venezuelana, foi ao Centro de Referência para tentar ligar para sua mãe. Mesmo após muitas tentativas, ninguém atendia do lado de lá. A menina resolveu ir embora, mas Marta continuou tentando até que conseguiu, e a mãe de Jéssica atendeu.

“Saí correndo atrás dela, gritando o seu nome e quando percebi, várias pessoas me ajudavam a chamar por ela também. Conseguimos encontrá-la e ela pôde conversar com a mãe”, conta com um sorriso de satisfação, por ter conseguido proporcionar mais um alô e mais um alívio.

UNICEF e empresa de serviços financeiros chamam brasileiros a promover direitos dos jovens

Parceria entre UNICEF e empresa de cartões e serviços financeiros busca promover direitos das crianças e adolescentes, no Brasil e no mundo. Foto: UNICEF Brasil/Rocha

Parceria entre UNICEF e empresa de cartões e serviços financeiros busca promover direitos das crianças e adolescentes, no Brasil e no mundo. Foto: UNICEF Brasil/Rocha

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a empresa BRBCARD, do Banco de Brasília, firmaram uma parceria para facilitar doações de brasileiros que queiram promover os direitos de crianças e adolescentes. Todos os clientes que possuem um cartão de crédito da companhia poderão contribuir mensalmente com a agência da ONU.

Nos próximos meses, o UNICEF entrará em contato com os usuários da BRBCARD por telefone, a fim de explicar sobre seu trabalho no Brasil e no mundo, em defesa de todos os jovens.

Por meio das doações do público, o fundo da ONU consegue estar presente em mais de 1,9 mil municípios e dez capitas brasileiras. A instituição trabalha de forma articulada com governo e sociedade para que mais e mais crianças tenham acesso a saúde e educação de qualidade, além de serem protegidas contra a violência.

“O trabalho em parceria com empresas que se comprometem com os direitos da infância e que dão aos seus clientes a oportunidade de se engajar na construção de um mundo mais justo para aqueles que estão mais vulneráveis é de extrema importância para o UNICEF”, afirma o diretor de Parcerias da agência das Nações Unidas, Juan Ignacio.

“Uma empresa consciente deve converter os seus lucros também no desenvolvimento social e no bem-estar da comunidade. E a BRBCARD encontrou na parceria com o UNICEF a oportunidade de apoiar a construção de um futuro melhor para as crianças e adolescentes que vivem em regiões vulneráveis”, diz o diretor presidente da BRBCARD, Rallil Nassif Salomão.

Fundo de População da ONU promove reunião em PE para discutir vigilância do zika

Estudos estabeleceram relação entre microcefalia e zika. Foto: UNFPA Brasil

Estudos estabeleceram relação entre microcefalia e zika. Foto: UNFPA Brasil

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa na terça-feira (22) de um encontro entre organizações da sociedade civil, apoiadores nacionais e internacionais e representantes governamentais para discutir a vigilância epidemiológica e as políticas públicas no contexto do vírus zika em Pernambuco.

Denominada “Sala de Situação da Sociedade Civil sobre Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva no Contexto das Epidemias de Arboviroses no estado de Pernambuco”, a reunião conta com organizações como o Fundo Posithivo, a International Planned Parenthood/ Western Hemisphere Region, o Grupo Curumim, a Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, a Casa da Mulher do Nordeste, o GTP+ e o Instituto Papai.

Desde 2015, as organizações estão engajadas em ações de promoção dos direitos e da saúde sexual e reprodutiva no contexto da epidemia de zika. As ações vão desde capacitação de profissionais da área de saúde e educação até a sensibilização de comunidades locais.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, salienta que a epidemia de zika mostra a necessidade de melhorar o acesso à educação para a sexualidade, assim como o acesso universal a serviços de planejamento da vida reprodutiva. As ações com a sociedade civil são fundamentais, pois estão na linha de frente com a população em situação de maior vulnerabilidade.

“Considerando as áreas de maior incidência de infecção pelo vírus zika, Pernambuco e Bahia, e as caraterísticas da população mais afetada — mulheres, jovens e população negra — é possível concluir que a epidemia de zika não é apenas um problema de saúde pública, mas também o resultado das desigualdades que mantêm distante da realidade da população questões fundamentais como o planejamento familiar, formas de prevenção e tudo o que abarca a saúde sexual e reprodutiva”, afirma Nadal.

Para a Casa da Mulher do Nordeste, o Sistema ONU forneceu às organizações da sociedade civil envolvidas no trabalho em prol da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos dados atualizados, acesso ao diálogo com especialistas governamentais e a espaços multilaterais e centros de pesquisa e academia.

“Isso, além de possibilitar a qualificação técnica das organizações, articulações, redes e movimentos da sociedade civil no tema da tríplice epidemia das arboviroses e suas repercussões, criou um espaço crucial para que esses conhecimentos pudessem ser aplicados em uma atuação política”, diz a instituição por meio de assessoria de imprensa.

O evento acontece das 14h às 18h, no Hotel Nobile Suites Executive, localizado na Avenida Boa Viagem, em Recife.

Concurso reconhece mulheres empreendedoras que apoiam metas da ONU; inscrições até 30 de junho

Concurso premia mulheres empreendedoras que ajudam a cumprir metas de desenvolvimento da ONU. Foto: PNUD

Concurso premia mulheres empreendedoras que ajudam a cumprir metas de desenvolvimento da ONU. Foto: PNUD

Até 30 de junho, organismos da ONU recebem inscrições para um concurso sobre mulheres empreendedoras que apoiam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Iniciativa reconhece proprietárias e líderes de microempresas que promovem o cumprimento dessas metas por meio dos seus negócios. Inscrições são online e vencedoras participarão de evento na sede da ONU, em Nova Iorque.

Aprovados em 2015 por todos os países-membros da ONU, os 17 ODS incluem metas sobre eliminação da pobreza e da fome, promoção da saúde, redução das desigualdades, combate às mudanças climáticas, produção e consumo sustentáveis, igualdade de gênero, saneamento, trabalho decente, educação de qualidade, entre outros temas.

O concurso — chamado ODSs&Elas — é fruto de uma parceria entre o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a ONU Mulheres, o Centro Zicklin e a Wharton Business School.

Podem participar proprietárias ou executivas de microempresas que se encaixem num dos seguintes critérios: ter até nove funcionários; ter vendas anuais abaixo dos 100 mil dólares; ou ser elegível para empréstimos apenas inferiores a 10 mil dólares.

Com a competição, as instituições esperam não apenas reconhecer as contribuições das vencedoras para a sociedade, mas também ampliar o conhecimento sobre os ODS entre públicos que não têm contato com essa agenda global. Organismos visam ainda colaborar com o setor privado para divulgar boas práticas e ideias inovadoras na implementação dos objetivos.

Para participar, basta preencher o modelo online descrevendo como é o trabalho empreendedor desenvolvido e como ele ajuda a alcançar os ODS — acesse clicando aqui. As ganhadoras serão premiadas em um evento durante a Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU de 2018, em Nova Iorque, além de terem suas histórias compartilhadas nos sites e redes sociais dos parceiros. Saiba mais clicando aqui.

Campanha pelos direitos sexuais e reprodutivos ‘Ela decide’ será exibida em cinema de Brasília

Em parceria com a equipe do documentário “Chega de Fiu Fiu”, um vídeo da campanha “Ela Decide” para empoderamento de jovens e mulheres sobre direitos sexuais e reprodutivos será exibido em um cinema em Brasília (DF) no dia 27.

“Chega de Fiu Fiu” estreou em 15 de maio, em São Paulo, e discute o assédio e o direito das mulheres ao espaço público. Dirigido por Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão, o longa-metragem explicita como a participação das mulheres no espaço urbano é marcada pela insegurança.

Entraves como falta de iluminação, lugares ermos, a dificuldade de mobilidade, longas distâncias na locomoção de casa ao trabalho, ausência de creches e péssimo atendimento em serviços de saúde e segurança atuam como catracas visíveis e invisíveis do acesso das mulheres às cidades.

A campanha “Ela decide seu presente e seu futuro” visa promover o empoderamento e os direitos das mulheres para que alcancem seu pleno potencial e possam fazer valer suas decisões sobre sexualidade e reprodução.

Estrelados pelas atrizes Juliana Alves e Bella Piero e pelas youtubers Jout-Jout e Gabi Oliveira, os vídeos têm uma linguagem acessível para fácil entendimento de todas as mulheres e meninas com o intuito de motivá-las a cobrar a eficácia das políticas públicas.

“Incluir os materiais da campanha ‘Ela Decide seu presente e seu futuro’ nas salas de cinema é uma excelente oportunidade para sensibilizar um número maior de pessoas sobre a importância dos direitos sexuais e reprodutivos para o empoderamento feminino”, afirma o representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Jaime Nadal.

A campanha é a primeira ação da Aliança pela Saúde e Pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil, iniciativa das empresas Bayer, MSD e Semina e do Instituto Ethos, com o apoio do UNFPA no Brasil e da Embaixada dos Países Baixos.

A exibição na capital federal está prevista para as 11h, no Cine Brasília (EQS – 106/107, Asa Sul, Brasília – DF).

Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em www.eladecide.org

Para saber mais sobre a estréia do documentário em Brasília, acesse https://www.facebook.com/chegadefiufiu/

Campanha pelos direitos sexuais e reprodutivos ‘Ela decide’ será exibida em cinema de Brasília

Em parceria com a equipe do documentário “Chega de Fiu Fiu”, um vídeo da campanha “Ela Decide” para empoderamento de jovens e mulheres sobre direitos sexuais e reprodutivos será exibido em um cinema em Brasília (DF) no dia 27.

“Chega de Fiu Fiu” estreou em 15 de maio, em São Paulo, e discute o assédio e o direito das mulheres ao espaço público. Dirigido por Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão, o longa-metragem explicita como a participação das mulheres no espaço urbano é marcada pela insegurança.

Entraves como falta de iluminação, lugares ermos, a dificuldade de mobilidade, longas distâncias na locomoção de casa ao trabalho, ausência de creches e péssimo atendimento em serviços de saúde e segurança atuam como catracas visíveis e invisíveis do acesso das mulheres às cidades.

A campanha “Ela decide seu presente e seu futuro” visa promover o empoderamento e os direitos das mulheres para que alcancem seu pleno potencial e possam fazer valer suas decisões sobre sexualidade e reprodução.

Estrelados pelas atrizes Juliana Alves e Bella Piero e pelas youtubers Jout-Jout e Gabi Oliveira, os vídeos têm uma linguagem acessível para fácil entendimento de todas as mulheres e meninas com o intuito de motivá-las a cobrar a eficácia das políticas públicas.

“Incluir os materiais da campanha ‘Ela Decide seu presente e seu futuro’ nas salas de cinema é uma excelente oportunidade para sensibilizar um número maior de pessoas sobre a importância dos direitos sexuais e reprodutivos para o empoderamento feminino”, afirma o representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Jaime Nadal.

A campanha é a primeira ação da Aliança pela Saúde e Pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil, iniciativa das empresas Bayer, MSD e Semina e do Instituto Ethos, com o apoio do UNFPA no Brasil e da Embaixada dos Países Baixos.

A exibição na capital federal está prevista para as 11h, no Cine Brasília (EQS – 106/107, Asa Sul, Brasília – DF).

Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em www.eladecide.org

Para saber mais sobre a estréia do documentário em Brasília, acesse https://www.facebook.com/chegadefiufiu/