Após visita à Etiópia, Guterres destaca cooperação da ONU com União Africana

O secretário-geral da ONU, António Guterres (direita) reúne-se com Salva Kiir, presidente do Sudão do Sul, na 28ª Cúpula da União Africana em Addis Ababa, Etiópia. Foto: ONU/Antonio Fiorente

O secretário-geral da ONU, António Guterres (direita) reúne-se com Salva Kiir, presidente do Sudão do Sul, na 28ª Cúpula da União Africana em Addis Ababa, Etiópia. Foto: ONU/Antonio Fiorente

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quarta-feira (1) que “atingiu claramente os objetivos” que o levaram a participar da 28ª Cúpula da União Africana em Adis Abeba, na Etiópia, e destacou a cooperação reforçada da Organização com o bloco regional.

“Concordamos que a Agenda 2063 [da União Africana] e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável estão alinhadas”, disse Guterres a jornalistas na sede da ONU, em Nova York.

“Haverá uma total cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à implementação do Acordo de Paris para as mudanças climáticas nos próximos anos”, acrescentou, observando o estabelecimento de interações regulares e de alto nível entre as organizações.

O dirigente máximo da ONU também informou sobre a criação de um mecanismo de cooperação entre a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês), a União Africana e a ONU, cujo o objetivo é evitar a deterioração da situação humanitária no Sudão do Sul e estabelecer a paz na região.

“Estaremos trabalhando juntos com a mesma voz, a fim de garantir que um diálogo nacional verdadeiramente inclusivo seja lançado no país, compreendendo todos os elementos-chave da oposição”, frisou.

O secretário-geral também falou sobre o seu encontro com os chefes de Estado de Mali, Chade, Mauritânia, Burkina Faso e Níger para fazer avançar o processo político e enfrentar os complexos desafios de segurança e terrorismo, e demonstrou esperança em relação à situação no Burundi.

“Quando as organizações sub-regionais e a União Africana estão unidas é possível que o Conselho de Segurança decida e tome medidas; é possível defender a democracia, os direitos humanos e as liberdades do povo”, disse, citando o exemplo da solução da crise pós-eleitoral da Gâmbia.