Reportagem Especial: Renda extra no Carnaval

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(Ter, 13 Fev 2018 14:40:00)

REPÓRTER: Tem folião que só consegue curtir o Carnaval se for ao som de um tradicional samba de raiz. Outros preferem algo mais acelerado. E com um pequeno guarda-chuva colorido em mãos, preferem dar muitos saltos ao som do frevo. E ah! Não se pode esquecer dos que são amantes de Dodô e Osmar e não dispensam o consagrado axé da Bahia.

Mas... têm aqueles que não estão preocupados com o ritmo e independentemente de como a banda toca, querem mesmo é ganhar dinheiro no período carnavalesco. A pernambucana Renata Cavalcanti é uma delas. Ela, que é estudante de Direito e mora no município de Bonito, localizado no agreste de Pernambuco, percebeu que a paixão por maquiagens com glitter poderia se tornar um negócio bastante lucrativo. 

SONORA: Renata Cavalcanti

“Eu sempre fui adepta a qualquer tipo de brilho, sempre usei muito glitter em festa com os amigos, principalmente no carnaval, que é uma época em que todo mundo se joga mesmo no glitter. E até que em uma festa começaram a me perguntar se eu tinha o glitter para vender. Como eu já tinha comprado uma grande quantidade resolvi vender mesmo.”

REPÓRTER: Renata criou em janeiro um perfil no aplicativo Instagram e já acumula pouco mais de 1,6 mil seguidores. Em média, ela recebe 200 encomendas por semana. A estudante e agora empresária conta porque optou por comercializar os produtos pela internet.

SONORA: Renata Cavalcanti

“Alcança um número muito grande. Por exemplo: era só para mim e os meus amigos. Daí teve gente de outro estado me procurando: Rio Grande do Sul, Bahia... Então pela internet eu alcançaria um número maior de pessoas que iriam me procurar e se interessar.”

REPÓRTER: Mas... como fazer com que um produto tão comum possa ser rentável? Renata aposta na criatividade e na qualidade da purpurina para conquistar cada vez mais clientes.

SONORA: Renata Cavalcanti

“O diferencial é que são misturas que são feitas por mim. Ele é o glitter em pó e aí você mistura com a glicerina, que é um produto especial para a pele. E aí ele fica um gelzinho, já para você aplicar, você não precisa de cola. Tem várias cores e formatos, e não apenas desses tradicionais que a gente encontra na papelaria. Então fica bem mais visível do que os normais.”

REPÓRTER: E para aqueles que ainda buscam abrir negócios temporários durante a semana de Carnaval e até mesmo continuar com as vendas após o período, o gerente de atendimento personalizado do Sebrae do Distrito Federal, Ary Ferreira Júnior, ressalta que o planejamento é imprescindível.

SONORA: Ary Ferreira Júnior

“Antes de você definir o que você vai fazer, o que você vai atribuir ao seu negócio nesse período de carnaval, é importante que você conheça primeiramente a característica desse cliente. É um momento festivo, com acúmulo de pessoas no mesmo local e alguns produtos são essenciais: bebidas, roupas coloridas... Então as pessoas tem que pensar antes de montar o seu negócio em algumas características importantes e os cuidados que ela tem que ter. O que vou fazer no carnaval? Qual o produto? Se eu vou trabalhar com alimentos, quais são os cuidados que eu tenho que ter para manipulação desses alimentos? O acondicionamento desses alimentos?”

REPÓRTER: O especialista também alerta que, independentemente do tipo de negócio, o trabalhador deve buscar informações sobre o público consumidor e ter consciência no momento da escolha dos preços dos produtos.

 SONORA: Ary Ferreira Júnior

“E é importante: conhecer um pouquinho das características dos foliões, daquelas pessoas que tão ali brincando no carnaval e sempre se preocupar: “Olha! Não sou só eu que tô no mercado, o mercado tem outros concorrentes. Se preocupar com o preço, será que o meu preço da minha coxinha, do meu refrigerante, da minha cerveja está compatível com os meus concorrentes em volta. De repente você cria uma expectativa de um lucro muito grande e pode ter uma decepção.”

REPÓRTER: A quantidade de ambulantes durante o Carnaval é alta. Por isso, o especialista do Sebrae, Ary Ferreira Júnior, afirma que para esse grupo de pessoas, manter o diálogo constante com fornecedores é fundamental. Além disso, promover parcerias por meio de consignação é uma excelente alternativa para que não haja prejuízos.

SONORA: Ary Ferreira Júnior

“Nesse momento agora todo mundo, tanto fornecedor como o empreendedor, a pessoa tem um negócio eles tão pensando sempre na política ganha-ganha. Eu ganho como  proprietário do pequeno negócio ou ambulante e o fornecedor também tem interesse em vender. Ele não quer ficar com mercadoria estocada ou parado ali na loja dele. Procure conversar com seu fornecedor, busque informação, negocie uma forma de reposição dessa mercadoria. Eu vou pegar aqui dez caixas de refrigerante, dez de cerveja e se eu não conseguir vender nesse período você recebe essa cerveja de novo? Você consegue receber de novo esse refrigerante? De repente já pode negociar com o fornecedor.”

REPÓRTER: Seja vendendo bebidas, alimentos, acessórios, fantasias ou qualquer outro tipo de produto no carnaval, uma coisa é certa: a marchinha comum a todos que aproveitam a folia para ganhar uma renda extra é...

“Ei! Você aí! Me dá um dinheiro aí! Me dá um dinheiro aí!”


Reportagem: Liamara Mendes
Locução: Liamara Mendes

 
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Coletora de laranja remunerada por produção deve receber somente adicional de horas extras

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(Ter, 13 Fev 2018 14:39:00)

REPÓRTER: A trabalhadora, contratada pela Sucocítrico Cutrale para a colheita de laranja da região de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, foi demitida 18 dias após o início das atividades. Na reclamação trabalhista, afirmou que além da jornada tradicional de oito horas, trabalhou uma hora a mais todos os dias. Por isso ela pediu o pagamento do tempo extra, com o respectivo adicional.

As horas extras foram concedidas em primeira instância, com o acréscimo de 50%. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, com sede em Campinas. Para o TRT, no trabalho por produção são devidas as horas extras e o adicional.

A empresa recorreu ao TST pedindo que a condenação ficasse restrita ao pagamento do adicional. Além disso, argumentou não ser devida a retribuição da hora em trabalho por produção.

O relator do caso na Sétima Turma, ministro Cláudio Mascarenhas Brandão, explicou que, segundo a Orientação Jurisprudencial 235 do TST, o trabalhador por produção, no caso de sobrejornada, tem direito apenas ao adicional, exceto nos casos dos cortadores de cana. 

O magistrado observou ainda que, em alguns casos, o TST aplicou analogicamente a exceção prevista na OJ aos coletores de laranja. Mas essas decisões levaram em conta as peculiaridades do caso concreto, por se verificar condições penosas de trabalho, o que não aconteceu no processo da trabalhadora da Sucocítrico Cutrale. 

O voto do relator foi acompanhado por unanimidade. 

O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1).

Reportagem: Rafael Silva
Locução: Luanna Carvalho

 
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Trabalho e Justiça: Acompanhe os destaques do programa desta terça-feira (13/02)

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13/02/2018 – No Trabalho e Justiça desta terça-feira, vamos saber que uma coletora de laranja remunerada por produção deve receber apenas adicional de horas extras.

E na reportagem especial vamos falar sobre os trabalhadores que estão aproveitando o período carnavalesco para garantir uma renda extra.

 
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